segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

chuva.


Olho para a rua através da janela do meu quarto. Vejo nela reflectida o calor das luzes dos carros e o rasto que estas deixam no ar, parecendo querer desenhar algo nesta tela carregada de tons monocromaticamente cinza. O céu está carregado de fúria. Começam a juntar-se gotículas de todos os tamanhos naquela que é a mais cristalina das janelas. Chove. Chove muito. É o céu a chorar e eu sem perceber porquê.

Abri a janela para conseguir ver melhor. Queria ver aquilo com um olhar mais atento. Abri e não estava a chover. Estava um lindo dia. Um lindo e solarengo dia de Inverno que parecia ter um perfume primaveril no ar. Não percebi. Fechei a janela e voltei ao mesmo. Repeti o processo vezes sem conta... não percebi o que ali se estava a passar. Era eu. Reparei que o problema era eu. O que estava a ser reflectido não era o que estava do lado de fora mas sim o que estava do lado de dentro daquela janela. Sim, era eu. Concluí que todo aquele cinza, todas aquelas gotículas, tudo aquilo não passava de um reflexo meu naquela janela.

É assim. Quando estás longe, chove em mim.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Descobri-te.

A sensação de descoberta é sempre algo fascinante. Descobrir é viver, é sonhar, é experimentar algo novo, é ficar com o flash daquele momento guardado algures no arquivo que compõe a nossa mente. Descobrir-te foi isso. Foi sentir que estava a sonhar, sentir que algo de fascinante estava a ser reflectido sob a iris multicolor do meu olhar. Senti aquela sensação que um miúdo tem quando aprende a andar de bicicleta. Nunca mais a esquece e nunca mais a larga. É assim que isto funciona. É assim.

Descobri-te. Gosto de ti, e andas comigo por toda a parte.

Faz hoje.

Faz hoje. Faz hoje um mês de ti, de mim, de nós. Faz um mês de palavras, de mimos, de carinhos trocados com mil e uma cores e sabores diferentes. Faz hoje. O meu primeiro mês de ti *