não é preciso sequer rebobinar muito a cassete para chegar a um momento em que estas teimaram em não sair.
por vezes desejava que fosse fácil falar. não ficar emaranhado no novelo de pensamentos que naquele momento envolve toda a minha mente. puxo, repuxo, penso. penso demasiado. bloqueio. congelo e acabo por não dizer.
quando estou contigo sorrio, falo, partilho (...) mas há sempre coisas que ficam por dizer. porquê? isso não sei, ninguém sabe. a minha boca paralisa e, por momentos, a fala congela.
um dia espero conseguir dizer-te tudo o que gostava mas, para já, há palavras que custam dizer.


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